Tanto tenho faltado a meu blog, que me sinto um pouco envergonhado de aparecer assim meio que timidamente (apesar de belissimamente acompanhado da Hilda), que me sinto obrigado a me justificar. Nem sempre somos aquilo que acreditamos ser, nem sempre dizemos aquilo que realmente acreditamos e infelizmente por mais que nos esforcemos, as rédeas de nossa vida, em alguns momentos parecem nos desobedecer e os cavalos insanos que nos guiam ditam o caminho. Não sei se inspiração seria a palavra certa, mas acho que o que me move é a vontade, que no momento se converte em "falta de". Meus armários internos estão em desordem e não me sinto com vontade de tentar arrumá-los neste momento, tenho vontade sim, de sentar no chão, admirar a desordem e só. A arrumação será feita, mas não agora, no momento admirar a bagunça se faz mais urgente (e mais importante). Quando estamos nos sentindo perdidos, arrumar esta desordem se faz urgente porque não queremos passar por esta angustia existencial e arrumamos nossas gavetas dobrando outra vez aquelas peças que já não nos servem mais, e misturando as estações, colocamos as roupas de inverno junto com as de verão e por ai afora. Por isso agora é hora de admirar tudo, olhar esta bagunça com carinho, complascência e cuidado pra não cometer o erro de manter em nossas gavetas aquilo que não nos serve mais, aquilo que não queremos mais ou mesmo aquela peça que gostamos muito e não sabemos ao certo o porquê, a peça não é bonita, não nos cai bem, mas mesmo assim por um capricho tolo, insistimos em continuar com ela, e por fim, aquela peça que muito amamos e nunca usamos, pois, ela não tem a nossa numeração e fica muito melhor em outra pessoa. Arrumar os nossos armários é importante sim, mas, não mais que admirarmos a bagunça que fizemos nele.
